Aprenda a poupar os freios e não perder as calotas na descida da serra, assim evitando acidentes; entenda.

Ainda em tempo, mês de janeiro, mês de férias, e muitas pessoas se destinam ao litoral, montanhas ou interior. No entanto, tudo é muito bonito na viagem, como as paisagens, os locais diferentes, os caminhos serranos, mas há o perigo da perda da calota, a perda de eficiência do sistema e causar acidentes.

Para descer uma serra não basta fazer aquela revisão simples que muita gente faz, ou seja, somente verificar o óleo, a água e calibrar os pneus no posto de combustível/serviços. Infelizmente, eventualidades ocorrem nas situações de emergência, na qual você acaba descobrindo que seu carro estava com um problema sério e necessitava de uma manutenção mais detalhada. Descidas longas sempre representam ameaça à segurança. A razão é que o atrito prolongado entre discos e pastilhas – ou lonas e tambores, dependendo do veículo – eleva a temperatura do conjunto. E, com o aquecimento, a eficiência diminui.

Não sei se você já reparou, mas quando passamos por um trecho de serra, aparecem centenas de calotas perdidas pelos acostamentos ou mesmo no meio da pista. Está aí, a primeira consequência de superaquecimento nos freios é a queda da calota. Cada calota que se solta na descida da serra não significa apenas prejuízo para o dono do veículo, mas também risco de acidente para todos os usuários da via.

O desprendimento de calotas acontece porque o sistema de freios está sendo muito exigido e o atrito com as rodas faz com que elas se superaqueçam, dilatando-se ligeiramente e/ou deformando seus componentes de plástico. Ou melhor, chegam a derreter o plástico! Porém, a perda da calota é o menor dos males. Existe algo ainda mais perigoso causado por esse superaquecimento: sem freios, o risco de acidentes aumenta muito! Ou seja, o calor faz com que o fluido de freio ferva, causando bolhas no sistema hidráulico. Isso faz com que os freios principais deixem de funcionar.

O que fazer então, para descer a serra com segurança?

Para não superaquecer o sistema, é importante utilizar o freio-motor. Elevando a rotação do motor, ele ajuda a segurar a velocidade do veículo em declives, sem uso excessivo dos freios.

Se você não se familiarizou com essa expressão – “freio-motor” – vamos explicar melhor. Nada mais é do que “descer a serra engrenado”, descer com o carro engatado em uma marcha lenta. É desta forma que todo motorista usa o chamado freio-motor, e ajuda a segurar o carro. Entenda que o freio-motor serve para caracterizar uma propriedade mecânica, quando se tira o pé do acelerador, o motor “segura o carro”, reduz a velocidade. Então, é possível usar este recurso inteligentemente numa descida mais forte ou mais íngreme, para aumentar a segurança e ainda poupar o sistema de freios.

PS: SR MOTORISTA, NUNCA DESÇA A SERRA EM PONTO MORTO, OU COM O PÉ AFUNDADO NA EMBREAGEM. Alguns motoristas acreditam que andando “na banguela”, isto é, com o pé na embreagem ou em ponto morto, estariam economizando combustível por aproveitarem a força da gravidade. Isso é uma ilusão!

Uma dica importante do porta-voz da Polícia Rodoviária Federal Ricardo de Paula, em carros com câmbio manual, o ideal é descer a serra utilizando a mesma marcha que seria empregada na subida. Assim, trechos muito íngremes, que exigiriam uma segunda marcha na subida, devem também ser descidos em segunda, para poupar os freios. Outra informação fundamental do Ricardo de Paula, que é também instrutor de direção, é que, descer com o giro elevado “não força o motor e também não gasta combustível”. Ao contrário do que ocorre os motores com carburador, o combustível é cortado quando se tira o pé do acelerador em propulsores com injeção eletrônica. Veículos automáticos mais modernos fazem a redução sozinhos. Mas, caso a rotação do motor esteja baixa (sinal de que não há atuação de freio-motor), De Paula recomenda a redução manual. Isso pode ser feito por meio das borboletas no volante (se houver) ou na própria alavanca. (Créditos da entrevista do porta-voz ao Jornal do Carro)

Dicas para a descida

Fique atento às placas nas estradas, solicitando que você desça engrenado. Além de possibilitar maior controle do veículo, você diminui o desgaste do sistema de freio. E além de descer engrenado e na velocidade indicada pelas placas, o motorista deve fazer a revisão de seu carro antes de viajar e trocar o fluido do freio na quilometragem correta. #FicaaDica

#AutoPeçasMolina é informação! 😉

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