O curioso mundo das manias chatas e até engraçadas dos motoristas ao volante. Umas manias que pioram o trânsito e acabam com a paciência de qualquer um, outras tantas manias inexplicáveis.

O trânsito das grandes cidades versus os maus hábitos ao volante. Ou, o trânsito das grandes cidades versus o curioso mundo das manias chatas e engraçadas dos motoristas! Realmente, o comportamento do homem atrás do volante é imprevisível, e muitas vezes inexplicável. A NASA podia dar essa força, e estudar urgentemente o ser humano.

Bom, que atire a primeira pedra quem nunca deu uma leve acelerada para cruzar o semáforo no amarelo. Uma mania errada. Todo mundo erra, ou quase todo mundo, sei lá. Quem nunca inclinou o pescoço para o mesmo lado da curva? É sério! Pode reparar! Presta atenção no carro que vai à sua frente na estrada. Numa curva mais apertada para a direita, por exemplo, é para este lado que ele inclina a cabeça. Como um motociclista que inclina o corpo na curva. Essa é engraçada, vai! 😆

O trânsito das grandes cidades já é suficientemente ruim sem ninguém atrapalhar, seja com suas manias chatas ou até engraçadas, mas sempre vai ter aquele cara ou aquela moça gerando condições para que as coisas piorem.

Tem gente que erra muito mais que os outros. E vamos falar uma verdade aqui: o trânsito das grandes cidades já é suficientemente ruim sem ninguém atrapalhar, agora inclui aí as várias manias ao volante, sempre vai ter aquele cara ou aquela moça gerando condições para que as coisas piorem. Ou seja, somos uma fábrica de manias ao volante, sejam chatas ou engraçadas, umas que elevam o estresse no trânsito, outras tantas manias que só quem gosta de carro mesmo vai entender. 😜

Vamos começar pelas manias chatas. Basta andar pelas ruas para ir colecionando exemplos de o que não se deve fazer. Isso mesmo! As amostras grátis de mau comportamento são fornecidas em doses cavalares, seja em duas rodas, em quatro rodas ou mais rodas. Veja os exemplos:

Celular

Você parado no semáforo, aguardando o semáforo ficar verde. Colocou a primeira pra sair, o semáforo ficou verde e o carro da frente continua parado. Eis que, o motorista está olhando para baixo, dando um like. Um simples like, oras! Pois é, antes as pessoas dirigiam com um olho para a frente e outro no celular. Agora, os dois olhos estão no smartphone, sempre. 🙄

Ziguezagueando

Pra lá e pra cá, pra lá e pra cá… Tá ligado aquela mudança de faixa infinita?! Tem motorista que não consegue ficar numa faixa. Abriu espaço ao lado esquerdo, ele vai. Brecha mínima à direita, e lá está ele. O trânsito está 0,5 km/h mais rápido na outra, ele muda de faixa de novo. E de novo! Assim até o fim. Ops, parece não ter fim. Normalmente, mesmo que você permaneça pacientemente em sua faixa, dá para assistir esse balé por muito e muito tempo, porque a prática mostra que o trânsito é lento para todo mundo, incluindo para quem acha que está indo rápido. E uma coisa é fato: basta você mudar de faixa que o trânsito dela para. Isso porque outros espertos tiveram a mesma ideia brilhante um pouco adiante. 🤦‍♀️🤦‍♂️

Buzina

Olha, o brasileiro gosta de uma buzina. Mas há quem goste mais, os motoristas da China. Na China, os motoristas também buzinam sem parar. Isso porque, se houver uma colisão e ficar provado que alguém não alertou sobre uma situação de perigo, essa pessoa pode vir a ser considerada culpada pela ocorrência. Mas não estamos na China. E mesmo assim a maioria dos motociclistas dirigem apertando o botão da buzina, mesmo sem a menor razão aparente.

Mantenha distância e todo mundo entra na sua frente

É prudente e aconselhável manter distância do veículo da frente. Isso permite que você tenha tempo e espaço suficientes para frear em caso de imprevisto. Mas experimente fazer isso em cidades como São Paulo. Na capital paulista, e também em muitas outras capitais espalhadas pelo Brasil, se houver espaço para alguém entrar na sua frente, esse alguém vai entrar na sua frente! Pode ter certeza! É batata! E mesmo que não haja espaço, tantos outros motoristas vão tentar forçar a passagem para entrar assim mesmo. 🤷

Agora, vamos falar das manias engraçadas.

Chutes no pneu

Neste mundo divertido e curioso das manias engraçadas dos motoristas, existe aquela mania de quem chega perto de um carro desconhecido, visitando uma exposição de antigos ou uma feira de novos ou semi-novos, por exemplo. O cidadão dá uma circulada em volta, examina o interior pelo vidro, deixa impresso as suas digitais, e quase sempre termina a minuciosa jornada com dois pequenos ponta-pés em um dos pneus. Esse cidadão é o cara, hein! Afinal, será que o controle de calibragem foi suficiente com aqueles dois chutinhos? E pior: e se for em um carro bem antigo, ainda dá duas batidinhas com a traseira do dedo indicador no para-lamas e solta aquela pérola: “Naqueles tempos é que se faziam carros de verdade. Nada a ver com essas latas de sardinha de hoje”. Diz aí, um tio seu mais velho, um avô, quem nunca?

Banco protegidos com plástico

A pessoinha aqui que vos escreve, achava que essa mania era antiga e perdia forças, mas não. A mania “inexplicável” que determinados donos de carros tem, com carros equipados de fábrica, com um revestimento especial nos bancos, seja tecido ou couro, em “protegê-lo” com um plástico de última categoria? Daqueles que grudam, não respiram e fazem o motorista suar? Uma possível explicação, seria: manter o revestimento original em condições de zero km para “facilitar” a venda do carro anos mais tarde. Pode isso, produção?! 🤔

Carro fantasma

Essa história não é de pescador! Um mecânico super habilidoso de Belo Horizonte foi o pioneiro, na década de 50, do carro “autônomo”. Ele desmontou todo o sistema de direção e pedaleira de um sedã quatro portas dos anos 30. Construiu uma complexa ligação mecânica que lhe permitiu instalar o volante atrás do banco do motorista. E aumentou o comprimento de todos os cabos e hastes conectados à embreagem, freio e acelerador, instalando a pedaleira original no assoalho defronte ao banco traseiro. A sua maior diversão era principalmente à noite, sair dirigindo o carro pelas ruas sentado no banco traseiro, sem ser visto por ninguém. Hoje ele poderia ser confundido com um veículo “autônomo”, mas na época era “somente o carro fantasma” que assustou muita gente! Até que um dia, um vizinho do senhor “Zé Maria”, descobriu a farsa. E sua “mania” teve seu fim.

E por aí vai! Falta de paciência ou criatividade de sobra. Basta olhar nas ruas que a gente vai aprendendo muita coisa. Ora aprendemos o que não se deve fazer (bom, saber todo mundo sabe, pelo menos em tese!). Ora, aprendemos a dar boas risadas e a entender a cabeça do seu humano.

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