A campanha “Belted Survivors” para reforçar uso do cinto de segurança, exibe fotografias fortes de sobreviventes de acidentes de trânsito; entenda.

Um dispositivo básico que todo mundo conhece, como o cinto de segurança, infelizmente não é de uso comum por todos. Afinal, a maioria das pessoas o deixa de lado mesmo sabendo do perigo constante…

Uma campanha de conscientização de uso do cinto de segurança, lançada em fevereiro, na Nova Zelândia, recria cenas fortes e fotografias chocantes de acidentes de trânsito nos quais o cinto de segurança salvou vidas de motoristas.

3 (três) das vítimas em que “o cinto de segurança salvou-lhe a vida”. (Foto divulgação)

A campanha, chamada de “Belted Survivors”, apresenta 10 (dez) pessoas que sobreviveram a um acidente de carro graças ao cinto de segurança. Efeitos especiais de maquiagem e próteses, mostrando as marcas deixadas pelo cinto, darão força às imagens. Todas as vítimas ou “modelos da campanha”, já se recuperaram das lesões causadas pelas batidas. Esses ferimentos foram recriados de acordo com fotos, informações médicas e lembranças das vítimas, para que o efeito seja o mais real possível. O objetivo é mostrar que os cintos de segurança podem até deixar marcas, mas salvam vidas.

O responsável pela campanha de impacto para conscientização do uso do cinto de segurança é o Departamento de Transportes da Nova Zelândia. Os alvos são os motoristas jovens de zonas rurais, que são o grupo que mais morre ao volante no país. Em 2017, 378 motoristas morreram na Nova Zelândia. Desses, 90 perderam a vida por não estarem de cinto. O foco da campanha são jovens, entre os 20 e 40 anos, que muitas vezes “esquecem” de usar o dispositivo, principalmente após ingerirem bebidas alcoólicas. De acordo com a instituição, NZ Transport Agency (NZTA), esse tipo de motorista acha que o cinto é um acessório opcional, e chato de usar. Muitos usam apenas por achar que é a coisa certa a se fazer para não ser multado, não se preocupando com a segurança.

O Departamento de Trânsito neozelandês vai usar redes sociais, vídeos no YouTube e placas nas ruas para mostrar que vale a pena usar o cinto em qualquer situação. Com o tempo, o site da campanha irá contar mais histórias de quem sobreviveu graças ao cinto de segurança.

Cinto de segurança no Brasil

O uso de cinto de segurança obrigatório completa 21 anos. Infelizmente, não temos motivos para comemoração. Uma pesquisa realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) sobre o uso do cinto de segurança nas rodovias, mostrou números preocupantes. Descobriu-se que 53% dos passageiros que transitam no banco traseiro, 15% dos passageiros no banco dianteiro e 13% dos motoristas não usam cinto de segurança.

Repetimos: no Brasil, o uso do cinto de segurança é obrigatório!!! De acordo com o Código Nacional de Trânsito, não usar o equipamento é considerado infração grave, passível de multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

O mesmo levantamento, porém mais antigo, de 2012 a 2014, expôs que 69,4% dos passageiros de bancos traseiros que morreram em acidentes nas rodovias não utilizavam o dispositivo. As vítimas fatais no banco da frente de passageiro sem cinto chegam a 38,4%. Já entre os motoristas, o número é ainda maior: 50,1%. Não à toa, o não uso do cinto está elencado entre os principais fatores de risco à segurança viária no Plano Global da ONU.

Mais triste ainda é que, nem dados como estes, nem a noção do grave risco que corre quem se desloca sem o dispositivo foram suficientes para, 21 anos depois de ser determinado como obrigatório em todo território nacional, conscientizar motoristas e passageiros sobre a importância do uso do equipamento.

Você, condutor do veículo, tem a responsabilidade legal da utilização do cinto de segurança. E deve, sempre, conscientizar, orientar, observar e cobrar o uso do dispositivo por parte de todos os ocupantes de veículo.

Abaixo, assista a um dos vídeos da campanha, com o sobrevivente Liam Bethell:

#AutoPeçasMolina é informação! 😉