Aprenda a decifrar os códigos do pneu e saiba quando é a hora de trocá-lo

Você que é um motorista antenado, sabe da importância dos pneus em um automóvel. Mas bate aquela dúvida para decifrar aquele amontoado de letras e números, e códigos impressos nos pneus, certo? Calma! Vamos te ajudar! 🙂

Os pneus trazem informações importantes sobre o seu tipo. Carregam em sua lateral uma espécie de “documento de identidade”. Isso mesmo! Aquela numeração extensa a aparentemente confusa, na verdade, é uma informação reveladora! Ali constam algumas especificações do pneu, ou seja, tudo o que você precisa saber sobre as características de um dos itens mais importantes do seu carro.

Portanto, chegou a hora! Vamos conhecer e compreender essa sopa de números e letras em um pneu automotivo. Sabendo como interpretar esses códigos, você saberá classificar algumas especificações do pneu, como resistência à temperatura, velocidade, medida, carga máxima, a largura e o diâmetro do aro, entre outras.

Vale lembrar que, é sempre relevante consultar o ‘Manual do Proprietário’, onde estão discriminadas as dimensões de pneus adequadas para o seu carro. Em caso de substituição, siga à risca as medidas descritas, para não comprometer a segurança e evitar problemas com as autoridades. Qualquer alteração nessas medidas é possível, desde que criteriosa e bem analisada.

Bom, não dá pra negar que, sempre que chega a hora de comprar um pneu ou fazer uma troca emergencial, surgem várias dúvidas. E para esclarecer listamos quais são e o que significam os principais códigos de especificação de um pneu. Vamos lá!

Aprenda a ler a numeração do pneu a seguir: P175/70 R14 86V.

P: primeira letra / tipo de pneu – indica veículo de passeio. (É possível encontrar, ainda, as letras LT (comercial leve), ST (reboque) ou T (estepe temporário).

175: corresponde à largura da banda de rodagem do pneu, medida em milímetros. No exemplo apresentado, a largura é de 175 mm.

70: este número é o resultado da relação entre a altura da lateral do pneu (flanco) e a largura da banda de rodagem. Neste caso concreto, a altura do flanco corresponde a 70% da largura do pneu. Em nível de dirigibilidade, a menor dimensão da altura do flanco significa maior aderência nas curvas mas, inevitavelmente, maior desconforto ao volante. E quanto mais alto for o pneu, pior a dirigibilidade mas maior o conforto.

R: indica o tipo de construção interna do pneu, que neste caso (e em praticamente todos os pneus de automóveis atuais) é do tipo radial; antigamente existiam os pneus diagonais.

14: este número corresponde ao diâmetro, em polegadas, da roda que recebeu o pneu. Neste exemplo, o diâmetro da roda é de 14 polegadas.

86: valor que corresponde ao índice de carga. Cada índice corresponde a uma determinada carga medida em quilos. Neste caso isolado, para o índice 86 a carga máxima suportada é de 530 kg. Para saber todas as correspondências que determinam a carga, observe a tabela abaixo:

V: esta letra corresponde à velocidade máxima suportada pelo pneu. Os pneus com a referência V, por exemplo, não poderão ultrapassar os 240 km/h. Os índices de velocidade vão desde a letra A até Y, sendo que nos automóveis atuais, as referência mais usadas, por ordem crescente são:

Outra boa dica, antes de prosseguirmos com mais códigos, é em relação a hora certa de troca do pneu. Para o bom desempenho do seu automóvel, são imprescindíveis pneus em bom estado. O primeiro passo é ter em mente quanto ao ‘prazo de validade’ do pneu. Começamos com um item de grande discussão! Especialistas e fabricantes indicam que a validade de um pneu é de cinco anos. A partir disso, pode acontecer um ressecamento ou decomposição da borracha que resultaria em uma complicação maior. Porém, para outros entendedores do assunto, essa indicação é uma lenda, de que os pneus tem vida útil limitada a cinco anos. Partindo do bom senso que, sua durabilidade vai depender de vários fatores, como condições de uso, armazenamento, cuidados com calibragem, evitar buracos e guias etc.

Contudo, para aprendermos como identificar se o pneu está na validade, segue a dica: no flanco (lateral) do pneu, existe uma marcação junto à sigla DOT. Os quatro últimos números representam a semana e o ano em que o pneu foi fabricado. Como exemplo – figura abaixo – o pneu indica os números 3206, quer dizer que o pneu foi fabricado na 32ª semana do ano de 2006. E a partir daí, contam-se os cinco anos.

Além dessas orientações, e tocando em outro tópico que também gera discussões, devemos: realizar sempre a troca completa ou não? Para muitos motoristas se faz necessário, para tantos outros é um mito. Isso reflete a cultura do brasileiro em relação aos pneus, pois aí entra mais um protagonista, o estepe, e a verdade é que deve-se utilizá-lo quando for feita a troca dos quatro pneus. Contudo, em situações de desgaste normal, podemos optar também pela troca parcial dos pneus, contanto que ela seja realizada nos dois pneus do mesmo eixo, para não gerar desequilíbrio entre as rodas, e sempre priorizando os pneus traseiros. Isso porque, em caso de uma manobra rápida ou estouro do pneu, podemos tentar controlar as rodas dianteiras com o volante, diferente do eixo traseiro que é fixo e, se estiver careca, derraparia sem controle.

Como não existe uma quilometragem ideal para fazer a troca dos pneus, é sempre bom fazer uma manutenção preventiva, acompanhando a vida útil do pneu, já que ele é um indicador de possíveis problemas na mecânica do carro. Um modo mais prático, é deitar um palito de fósforo sobre um dos sulcos do pneu. Se a cabeça do palito não estiver completamente coberta pelo sulco, é hora de realizar a troca. Vale lembrar que alguns pneus são desenvolvidos com um indicador de vida útil, chamado de TWI, que possui a mesma função do palito. 😉

A seguir, códigos adicionais do pneu. Temos o exemplo: DOT FU 3H JCT 3206

DOT: este código é relativo ao Departamento de Transportes dos Estados Unidos, e é comum à maioria dos pneus vendidos atualmente em todo o mundo.

FU: código da fábrica onde o pneu foi produzido.

3H: código relativo à dimensão do pneu.

JCT: estas três letras fazem parte de um código opcional, podendo ou não aparecer no pneu.

3206: semana e ano de fabricação do pneu. Neste caso, foi fabricado na 32ª semana do ano de 2006.

Veja também, outros tópicos que mais deixam o motorista em dúvida:

Não é preciso calibrar o estepe do carro.
Mito. Temos que calibrar o estepe a cada 30 dias. É preciso ter cuidado, pois se seu pneu furar e você estiver com o estepe murcho, você não conseguirá utilizá-lo. Um estepe murcho é equivalente a um pneu furado.

Deve-se fazer rodízio com os pneus.
Verdade. A indicação é fazer um rodízio a cada 10.000km rodados, usando o estepe, pois como os pneus têm validade, se não o utilizarmos ele acabará ficando sem uso.

Pode-se inverter o sentido de rodagem de um pneu.
Mito. Nunca se deve fazer isso, pois existem pneus com sentido de rodagem definido, em que o desenho varia de um lado para o outro. Dessa maneira, se invertermos um pneu com essas características podemos prejudicar o seu desempenho. Além disso, temos que considerar também o vício do uso, pois o pneu pode passar a apresentar deformações.

Deve-se trocar imediatamente pneus com bolhas.
Verdade. Quando uma bolha aparece no pneu é preciso trocá-lo imediatamente, pois essa bolha pode sofrer outro impacto e estourar, provocando um grave acidente. Por isso, cuidado ao subir em guias e calçadas!

Se o pneu estiver careca, está na hora de trocá-lo.
Verdade. Para saber exatamente a hora da troca, basta observarmos o indicador chamado TWI Tread Wear Indicator, uma pequena saliência que se encontra no meio do desenho da banda de rodagem, que é a única parte do pneu que toca diretamente o solo. No momento em que o desgaste do pneu alcança esse relevo, o pneu encerra a sua vida útil. Em geral, essa durabilidade varia de acordo com o fabricante e o tipo de pneu. Um pneu pode durar de 30.000 km a 70.000 km rodados, e o que mais influencia nessa diferença é o tipo de composto utilizado na fabricação da borracha. É importante lembrar também que quanto mais veloz e potente o carro, mais borracha natural é utilizada no composto da fabricação do pneu e, por consequência, maior é o seu desgaste, podendo às vezes não chegar a 15.000 km.

Não existe problema em usar pneus de marcas e modelos diferentes.
Mito. Há problema sim, mas somente se usados no mesmo eixo, pois ainda com medidas iguais, o tamanho do pneu varia de um fabricante para o outro, tanto na altura como na largura. Porém, se for usada uma marca na frente e outra diferente atrás, não teremos problema. *A regra só não vale para os veículos 4×4.*

O que mais devo saber…

Procure confirmar, pela banda de rodagem do seu pneu, se ele é simétrico, assimétrico ou direcional?
Simétrico: é caracterizado por uma ‘seta’, onde indica qual o lado específico deve ser montado. Geralmente esses pneus são para uso em pista seca, pois a borracha quando em contato com solo tem maior aderência.

Assimétrico: os pneus assimétricos são exclusivamente para uso em pista molhada, pois os sulcos são fabricados para o escoamento de água, sendo mais resistentes a aquaplanagem. O desenho da banda de rodagem é diferente, sendo a metade de um jeito e o restante em outro formato.

Direcional: é definido por um desenho padrão na banda de rodagem, para que rode no veículo em uma única direção.

O que é Treadwear? É um índice que classifica o nível de resistência de um pneu, avaliando seu desgaste natural. É muito difícil definir quanto exatamente um pneu pode durar sem levar em conta diversos fatores externos como calibragem, balanceamento, condições das pistas, dirigibilidade e temperatura. Mas, de um modo geral, o índice define a resistência dos pneus por meio de testes laboratoriais. Quanto maior o Treadwear, maior é sua durabilidade. O índice varia de 60 a 680, com valor de referência em 100.

Por fim, saiba também:
O que é Traction no pneu? Traction é o índice que determina a aderência do pneu em pista molhada. Após testes realizados em pistas molhadas, o pneu recebe uma “nota” que varia entre AA, A, B e C, sendo AA o mais alto nível de aderência, até C, que é o índice mais baixo – e o mínimo aceitável para que um pneu possa chegar às lojas.

Temperature? Do mesmo modo que o pneu passa por testes de aderência, sua resistência ao aquecimento causado pelo atrito da rodagem também é avaliada. O excesso de calor prejudica o desempenho e durabilidade dos pneus, por isso, quanto maior for sua capacidade de um pneu dissipar o calor, mais alta será a sua avaliação nesse quesito. A avaliação é dada pelas letras A, B e C, logo após a inscrição Temperature. Em termos gerais, a letra A significa que o pneu que esquenta menos, e a letra C que o pneu que esquenta mais.

Tube Type e Tubeless? Tube Type (também representado pela sigla TT) é o modelo de pneu que usa uma câmara de ar. Esse tipo de pneu já está caindo em desuso por conta da nova tecnologia Tubeless (ou TL). Hoje, os pneus Tubeless são os mais utilizados e não usam mais a câmera de ar.

 

Ufa, está aí! Uma pequena-grande lição de como identificar as características e especificações dos pneus. Vale a pena a leitura!

 

#AutoPeçasMolina é informação! 😉

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